O QUE É E POR QUE SMALL DATA É TÃO IMPORTANTE QUANTO O BIG DATA

O QUE É E POR QUE SMALL DATA É TÃO IMPORTANTE QUANTO O BIG DATA

“O mundo corporativo está totalmente cego pelo Big Data”, na visão de Martin Lindstrom, especialista em branding e autor do livro Small Data: the tiny clues that uncover huge trends. De acordo com ele, as empresas que utilizam somente o big data não estão tendo bons resultados, porque softwares analisam e correlacionam um grande volume de dados diversificados, mas não levam em conta o DNA emocional de cada indivíduo. Ou seja, estão tomando decisões baseadas apenas em dados, não levando em consideração o lado subjetivo das situações e se esquecendo de manter um contato pessoal com os clientes.

Se antes a importância era ter uma grande quantidade de informações sobre seus clientes, hoje se tornou necessário ir mais a fundo para entender a mente do consumidor, compreender a sua essência e perceber o que ele realmente quer, espera, pensa, bem como a forma como se relaciona com o mundo à sua volta. No entanto, descrever emoções usando dados é uma tarefa extremamente difícil, pois é algo que se deve fazer seletivamente, capturando informações de um em um, para assim, gerar insights mais direcionados.

É aí que o Small Data entra em cena, método que utiliza uma pequena quantidade de dados que levam ao entendimento da psicologia do consumidor, sendo capaz de conectar pessoas e oportunidades. Para tanto, essa técnica consiste em coletar pequenas informações junto a consumidores, que seriam acessíveis somente de forma pessoal, através de conversas, indo à casa de consumidores ou observando detalhadamente comportamentos em ambientes públicos, por exemplo. A princípio, as informações recolhidas dessa forma podem até parecer triviais e irrelevantes, mas quando conectadas, podem gerar insights que levam a inovações e criar oportunidades, até então, desconhecidas.

 

POR QUE O SMALL DATA É TÃO IMPORTANTE?

Ainda que você possua uma quantidade enorme de dados sobre seu cliente, de nada adianta se a qualidade na análise das informações for precária. É preciso ter profissionais capacitados e capazes de compreender o universo de estudo e as informações obtidas por plataformas e softwares de clipping, para então, utilizar as potencialidades do Big Data da forma correta e conciliá-lo com soluções em Small Data.

A importância de gerar uma sinergia entre o humano e o digital acaba exigindo que as empresas combinem os esforços de Big Data ao de Small Data, utilizando uma como complemento da outra. Embora as duas soluções tenham perspectivas diferentes, devem ser usadas com um mesmo olhar a fim de ampliar as possibilidades de ações e intensificar a efetividade das decisões tomadas.

Além disso, utilizar somente o Big Data pode não entregar todos os resultados esperados para um gerenciamento corporativo. A ferramenta responsável pela captura de dados que dá o embasamento para o Big Data não possui o tato e a sensibilidade para enxergar e sentir coisas que só o ser humano é capaz. Por isso, o Small Data é tão importante para um plano de negócios de uma marca, pois é ele que permite obter uma visão da situação por outro ângulo, de maneira mais aprofundada.

Ao contrário do que se pensa, o uso do Small Data não se restringe apenas a grandes multinacionais, podendo ser empregado até mesmo por um microempreendedor individual (MEI). Uma vez que consiste em ações de proximidade com o cliente, sem necessidade de obter plataformas complexas e tecnologias de ponta, é facilmente aplicado e ajustado a qualquer tipo de empresa.

COMO CONCILIAR O BIG DATA COM O SMALL DATA?

Unir o Big Data ao Small Data é ideal para as organizações que querem gerar retorno e implementar ações efetivas. Enquanto o Big Data tem a capacidade de gerenciar informações variadas e em grande quantidade, o Small Data identifica dados pessoais e específicos do cliente para a tomada de decisões. A seguir, confira outras diferenças entre as duas soluções e entenda por que é preciso concilia-las:

Condições de dados

Os dados obtidos pelo Big Data são sempre não-estruturados, ou seja, é preciso qualificar todo o conteúdo e afunilá-lo a fim de obter somente as informações pertinentes à marca, para posteriormente, analisa-lo e interpretá-lo. No caso do Small Data, todos os dados estão prontos para análise.

 

Fontes

Ferramentas, plataformas e softwares de clipping, nuvem, banco de dados, entre outras fontes, fornecem os dados necessários para o Big Data. Já para o Small Data, em geral, as informações são provenientes de PCs, através de anotações, vídeos e fotografias.

Natureza das informações obtidas

No caso do Big Data, suas informações são cruas, de origens distintas, as quais são processadas eletronicamente por meio de métodos tecnológicos e estatísticos. A solução Small Data, por sua vez, tem um caráter mais pessoal e humanizado, e necessita de uma pessoa real para realizar a busca.

Tamanho dos dados e complexidade

Enquanto os dados do Big Data são em grande escala, o Small Data trabalha com quantidades pequenas e mais simples de dados, que, ao contrário do que parece, tendem a ser, inclusive, mais significativos que as informações obtidas pelo Big Data.

COMO A LEGO CONSEGUIU IR DA BEIRA DA FALÊNCIA PARA O SUCESSO

Pode não parecer, mas a maior fabricante de brinquedos do mundo, que obteve um aumento de 31% no lucro líquido em 2015, chegando à marca de US$ 1,34 bilhão em 2015, já esteve à beira da falência em 2003, com prejuízos de US$ 200 milhões. O motivo, no entanto, era inevitável e intrínseco ao cenário da época, onde as crianças estavam substituindo blocos de construção por jogos online e videogames eletrônicos.

Com suas vendas despencando e seu império desmoronando, a Lego recorreu ao Big Data, cuja conclusão levou-os a aumentar o tamanho dos pequenos blocos. Sem sucesso, a empresa decidiu, então, entender melhor o comportamento e os interesses de seu consumidor através do Small Data e descobriram que a imagem que tinham sobre as crianças do século 21 estava distorcida. Na realidade, elas valorizam coisas que representam suas habilidades e conquistas pessoais.

Essa conclusão incentivou a empresa a reformular sua estratégia, diminuindo novamente o tamanho dos blocos e produzindo peças mais detalhadas, com instruções minuciosas e construções mais desafiadoras. Pronto. O suficiente para que os consumidores de Lego voltassem a sentir entusiasmo em montar universos com peças e para que a empresa passasse de quase falida para líder mundial no segmento de brinquedos, ultrapassando a concorrente Mattel, criador da Barbie.

O case faz parte do livro Small Data: the tiny clues that uncover huge trends e serve como exemplo de que o Small Data deve estar no planejamento estratégico de toda empresa que deseja impactar diretamente seu consumidor e estar à frente da concorrência.

COMO A MITI PODE AJUDAR?

O monitoramento, pesquisa e análise de dados formam a essência da MITI Inteligência, estando sempre lado a lado com as maiores tendências de mercado obtidas através de nossos recursos e com estratégias de pesquisa desenvolvidas juntamente de nossos clientes. Entregamos relatórios direcionados e assertivos sobre o mercado, clientes, concorrentes, apresentando os melhores caminhos a serem seguidos.

Além disso, a MITI possui colaboradores treinados e capacitados para analisar todos os tipos de tendências e ramos que compõem o mercado, sempre conciliando inovações e tecnologia com a expertise humana, entregando mais do que analises numéricas ao aliar o Big Data a soluções de Small Data, que têm a capacidade de preencher pequenas e valiosas lacunas de informação do perfil dos clientes. O Small Data pode fornecer dicas sem precedentes para os negócios no varejo.

Não fique para trás e implemente o Big Data e o Small Data na sua empresa!

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