AGÊNCIAS ATENUAM EFEITOS DA CRISE

AGÊNCIAS ATENUAM EFEITOS DA CRISE

Não é a primeira vez que o país atravessa por uma crise, e não bastasse uma crise macro que afeta a todos, as empresas também estão sujeitas a crises que afetam sua imagem e reputação. E é em momentos como esses que é preciso acelerar no tempo e ter criatividade para agir.

As agências de comunicação, para minimizar os impactos da crise, manter clientes e conquistar novas contas, vêem como saída a ampliação de seus serviços a fim de suprir as demandas atuais, possuindo o know-how para atuar com diversos serviços, além da gestão de crises, reputação e imagem da marca.

Discorreremos sobre as agências para mostrar o lado das contratadas no cenário atual. O que elas fazem ao contrário de ficarem paradas e reclamarem.

 

Que comecem os jogos!

As agências têm participado de concorrências disputando grandes contas, a fim de “garantir” um começo de ano com novos clientes, mesmo que para isso tenham que ter noites não dormidas. A disputa está tanto por grandes empresas como por fatias menores delas, como por exemplo,  a cerveja Bohemia da Ambev.

Hoje a maior concorrência aberta é pela conta da VIVO, com disputa da área offline entre cinco agências e a verba digital por três.  Atualmente, além das concorrências por contas, há as concorrências por jobs, o que pode proporcionar oportunidades de entradas de novas agências para parceria.

Mas o que leva as empresas a mudarem de agências? O estudo AgencyScope realizado em 2014 revelou alguns dos motivos para essa mudança, tendo este resultado com  base em 48 relações de anunciantes que iam realizar essa mudança em um curto espaço de tempo.  E neste caso o fator que ficou em primeiro lugar foi o serviço fraco e a falta de envolvimento das equipes das agências (41,7%), seguido do não entendimento do negócio, setor e cliente (22,9%).

Isso mostra que é preciso não apenas ter uma estratégia para conquistar a empresa; mais do que isso é importante manter-se no decorrer do tempo. O envolvimento das agências com o cliente leva à melhor compreensão deste, podendo assim analisar o mercado e ter conhecimento para gerir uma crise.

Os jogos começam, a vitória chega, mas a prática é constante.

 

Investimento

Ser capaz de oferecer um conjunto de serviços com pacotes mais elaborados não é para qualquer agência, mas para aquelas que realizam seu trabalho com maestria.  Por isso, as agências também têm feito investimentos, como mostra a pesquisa da Mega Brasil 2014/2015 sobre os principais investimentos, revelando que na liderança do ranking está TI, software e tecnologia com 18,5%; treinamento e conhecimento em 5º lugar com 11,7%.  Em valor monetário, 40% das agências de comunicação investiram até R$ 50 mil no ano de 2014 e 3,6% investiram mais de R$ 3 milhões.

As agências têm trabalhado para oferecer inteligência estratégica de mercado e levantamento sobre a imagem da marca, o que capacita a antecipação e a atenuação da crise, mesmo muitas empresas deixando para agir quando o problema desencadeia.

Todavia, segundo o posicionamento de Paulo Andreoli, chairman da MSLGroup Latin America,  não adianta a empresa argumentar, se esses argumentos não forem seguros para se contrapor aos fatos, os quais estão expostos na mídia. Para ele, seria cobrar por algo que ele não pode fazer, não adiantando negar fatos e sustentar mentiras para fazer a gestão de crise e reputação.

Contudo, as marcas já compreendem a importância de investir e/ou de não cortar a verba separada para a comunicação.  O sócio-diretor da agência FSB Comunicação em matéria do Valor Econômico, Marcos Trindade, comentou que algumas empresas os contratam para uma questão pontual, outras buscam um contrato de longo prazo. Mas que o comum é entrar com uma questão pontual e se tornar cliente a longo prazo.

 

Comunicação 2016

O planejamento é importante, pois amplia a assertividade da comunicação e a tranqüilidade de um investimento adequado. O planejamento foi essencial ontem, hoje e será para 2016, para isso é preciso que as agências conheçam o mercado e o consumidor, para estarem preparadas para o desafio que é a publicidade, desenvolvendo uma comunicação eficaz.

As agências são desafiadas na publicidade, pois precisa estar presente com e nos novos formatos e exigências para que a comunicação seja efetiva, já que esse desafio abrange a liberdade do consumidor que as redes sociais proporcionam, tornando público o diálogo da marca e consumidor.

É preciso ter em mente que a marca não pode falar com todos, para isso precisa ter bem definida suas características e as características do seu público, para assim, escolher em quais redes sociais irá investir, pois nem tudo que funciona para uma determinada marca, terá o mesmo efeito para outra.  Michel Alcoforado, antropólogo e planejador da Consumoteca, vê o Instragram e o Facebook como redes adequadas para construção de marca; já o Twitter, Snapchat e Periscope, como espaços mais adequados para o diálogo.

O que o momento tem colocado é para que a publicidade tenha mais profundidade; o consumidor quer informações autênticas e relevantes e não apenas saber do preço. Os profissionais de comunicação devem se perguntar antes de divulgar o conteúdo: “O consumidor quer ver nesta mensagem?” O consumidor de agora não gosta de ser interrompido, ainda mais por informações irrelevantes.

Portanto, a habilidade das agências de comunicação em melhorar a segmentação e oferecer conteúdo que não sejam descartáveis, mas que acrescente o receptor, mesmo sendo conteúdo com humor ou com apelo emocional – não necessariamente precisa ser um conteúdo jornalístico com publicidade (Brand Publishing) – fará com que as agências retenham seus clientes e conquiste novos, pois estes terão seus consumidores satisfeitos devido à maior assertividade na comunicação proporcionada pelos profissionais.

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