A história da TV no Brasil: o meio de comunicação mais querido do país

Em um tempo não tão distante, os aparelhos de televisão ocupavam lugar de honra nas salas de visita. O anfitrião convidava vizinhos e parentes menos favorecidos para compartilhar momentos durante a programação noturna dos poucos canais disponíveis.

A história da TV no Brasil começou nos anos de 1950 e o aparelho tão amado pelos brasileiros ganhou recursos cada vez mais avançados. Entre uma infinidade de possibilidades de conectividade e customização, a conexão com a Internet é, atualmente, um dos motivos de redução da audiência dos canais abertos e pagos no país.

Uma pesquisa feita pelo IBOPE e Target Group Index (TGI) revela que, apesar disso, a audiência da TV ainda é predominante no país. Por outro lado, é visivelmente crescente o uso simultâneo de dispositivos: segundo a mesma pesquisa, 32% dos espectadores estão ligados à TV e à Internet ao mesmo tempo.

Veja agora a história da TV no Brasil e qual o papel da publicidade e do marketing antes e no contexto atual.

O desenvolvimento da televisão brasileira

A televisão foi implementada no Brasil em 1950, sendo privilégio das classes alta e média urbanas, em um país ainda predominantemente rural e com muitos adeptos ao rádio. A dificuldade de transmissão estava na má qualidade de sinal, enviado pelas torres repetidoras, pois ainda não haviam parabólicas nem satélites.

Em 1970, foi feita, para um público seleto e em caráter experimental, a transmissão da Copa do Mundo do México, primeira programação de TV em cores no Brasil. Em 19 de Fevereiro de 1972, foi transmitida a primeira programação pública em cores: a Festa da Uva, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Em março do mesmo ano, o Ministro das Comunicações, Hygino Corsetti, inaugurou, oficialmente, a TV colorida, com exibição do longa metragem “Paixão de Cristo”, produzido pelo Vaticano.

Confira algumas curiosidades:

  • a primeira novela colorida foi “O Bem Amado”, que entrou no ar em janeiro de 1973 pela Rede Globo;
  • a TV passou a ser considerada um bem para classificação de status social e muitos criticavam aqueles que não eram bem-sucedidos, mas tinham o aparelho em casa;
  • com o Plano Real, em 1994, ocorreu a explosão das vendas de aparelhos de TV — somente em 1996, foram vendidos 8 milhões de televisores no Brasil.

Com o avanço do uso da Internet, o novo perfil do consumidor e o surgimento das Smart TVs, verificou-se o início de uma crise da TV aberta e paga. A concorrência das plataformas de streaming se justifica pelas assinaturas bem mais acessíveis, a possibilidade de mobilidade para o espectador e a qualidade de transmissão e dos programas disponibilizados.

Segundo dados da Anatel, a TV paga perde continuadamente seus assinantes: em janeiro deste ano, o país apresentava 17.460.972 assinantes de TV paga, enquanto em dezembro do ano anterior, esse número era de 17.603.350 assinantes, uma redução de 0,8% em 30 dias.

A publicidade nesse contexto

No Brasil de 1950 o maior anunciante era o governo e mesmo com as rádios FM conquistando um público cativo, a TV em cores mudou a forma como se fazia propaganda. Nasciam convênios entre agências — Associação Brasileira de Propaganda (ABA) — e o Conselho Nacional de Imprensa (CNI).

Inicia-se a discussão sobre estratégias de marketing como propaganda, a abrangência de promoções e a necessidade de pesquisas de mercado para atingir objetivos de vendas. Em 1951, fundou-se a primeira Escola Superior de Propaganda e Assis Chateaubriand foi o criador do primeiro departamento de propaganda de um jornal no país.

No período entre 1960 e 1970, a americanização dos padrões de consumo ditou as normas de criação de publicidade. A partir do início da fabricação de automóveis no país, o conceito de marketing se difundiu e hoje se faz predominante e essencial para alcançar melhores resultados.

As ações de marketing no veículo de comunicação mais querido do país

O sucesso das marcas em campanhas de marketing depende da capacidade da empresa de chamar a atenção do seu público, que hoje é omnichannel e se encontra em outros canais de comunicação. Rotinas atribuladas e um contexto hiperconectado às vezes impedem os consumidores de pararem para interagir com uma ação.

Por isso, muitas empresas passaram a fazer merchandising em cenas de novelas e de filmes. Mas, as marcas precisam de uma estratégia mais eficaz, que responda a esse contexto social no qual o consumidor está inserido, oferecendo soluções imediatas e adequadas.

Logo, campanhas publicitárias devem se encaixar na vida do consumidor, de modo que ele veja vantagem e real utilidade naquilo que a empresa oferece. Além disso, mídias tradicionais e novas plataformas precisam interagir, já que a maior tendência do marketing é integrar cada vez mais os diversos canais e plataformas de mídia.

A história da TV no Brasil culmina com o fenômeno da “segunda tela”, em que espectadores assistem sua programação pela TV enquanto navegam em seus dispositivos para comentar em um meio aquilo que acabaram de assistir no outro.

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